Os problemas de uma autoestima frágil

30 set

Muito se fala sobre a autoestima baixa: pessoas que se desvalorizam, não gostam de si mesmas, não se sentem merecedoras e tendem a ser tristes.

Apesar de ser ruim, a autoestima baixa é MUITO MENOS COMUM do que a autoestima frágil.

A autoestima frágil se manifesta como um excesso de sensibilidade emocional, que apresenta as seguintes características:

  • se magoar facilmente 
  • ter baixa tolerância à frustração
  • reagir mal às críticas, mas se envaidecer com elogios
  • lidar mal com a rejeição, exclusão e abandono
  • fica remoendo horas, ou até dias, depois de algum conflito 
  • se sentir carente e buscar aprovação
  • depender emocionalmente dos outros
  • se culpar demais
  • querer agradar os outros, ou pelo menos não desagradar
  • ter dificuldade em dizer “não”

 

Cerca de 50% das pessoas se identificam com pelo menos 7 dessas 10 características. Além de trazer sofrimento no dia a dia, a autoestima frágil é uma vulnerabilidade que aumenta muito a chance de se desenvolver problemas emocionais maiores, como depressão, bipolaridade e burnout (esgotamento emocional).

Por que somos assim?

O ser humano é essencialmente um ser social. A coletividade traz grandes benefícios, mas tem seus efeitos colaterais, e um deles são os atritos. Como disse Sarte “o inferno são os outros”, mas as nossas grandes alegrias também tendem a ser com os outros.

Na nossa cultura, a maioria de nós é treinada, desde criança, a obedecer regras e cumprir compromissos. Até aí, tudo bem. O problema é quando a criança não as segue ou não corresponde às expectativas dos pais. Críticas, ofensas, chantagens emocionais e afastamentos comumente passam a ocorrer com a intenção de moldar a criança. Assim, ela começa a ficar mais sensível, já que depende quase que inteiramente dos pais.

Por trás de pessoas hipersensíveis, geralmente há uma história de:

  1. não se sentir suficientemente amado
  2. ter ouvido coisas que machucaram emocionalmente
  3. ter passado por experiências de abandono (ex. separações) e/ou
  4. ter sido excluído, rejeitado humilhado (ex. bullying)

O objetivo é uma autoestima boa, não alta

Pessoas com a autoestima alta tendem a se achar especiais e tentam mostrar sua superioridade para os outros. No fundo, também são inseguros e vítimas de conceito frágil de si mesmos, senão não se esforçariam a exibir suas qualidades.

Podemos pensar que alguém como na foto abaixo tem a autoestima boa por ser malhado e atraente. No entanto, existe pouca relação entre como a pessoa aparenta ser e o conceito que ela tem dela mesma.

couple, love, people

Talvez a modelo acima fique melindrada se disserem que ela é magra demais e o rapaz se considere um fracote ao se comparar com seus colegas de academia mais musculosos. Isso advém de ancorar o conceito de si mesmo em referências externas.

O melhor objetivo é buscar desenvolver uma autoestima boa. Simplesmente boa, que é o que a torna forte. Não precisamos ser superiores ou especiais. Ao contrário, é quando integramos nossas imperfeições que nos tornamos mais humanos e resilientes.

 Como modificar os padrões mentais de autoestima frágil?

Padrões mentais são duradouros e difíceis de mudar. Para mudar o padrão de uma autoestima frágil, é fundamental:

  • reconhecer, e não negar, o problema
  • se comprometer a buscar melhorar
  • contar com uma estratégia que tecnicamente promova mudanças.

Se você já preenche os dois primeiros itens, pode usar as seguintes estratégias:

  1. leituras (livros de psicologia, filosofia, autoajuda)
  2. psicoterapia com terapeutas especializados
  3. retiros, seminários de meditação
  4. autoterapia

Essas estratégias não se excluem. Quem puder fazer todas, melhor. A chave é buscar um caminho que seja prático (dentro do seu orçamento e disponibilidade de tempo) e acessível. Não afdianta saber de um seminário bárbaro do Nepal e não poder ir.

Para quem pode custear terapia individual, é cada vez mais fácil encontrar um bom terapeuta na sua cidade ou fazer atendimentos pela internet. Convém, claro, ter a indicação de alguém ou ver suas credenciais de formação técnica. Mas o que conta mesmo é ter uma boa sintonia com o terapeuta e sentir que algo está avançando na terapia.

O autoconhecimento como caminho para fortalecer a autoestima

O autoconhecimento conduzido através do aplicativo CÍNGULO e do codigodamente.com são inovações nessa área por trazer o que é realmente importante e eficaz de diversas áreas do conhecimento para mudar padrões mentais. O fato de poder ser usado com frequência, além de contar com técnicas de ponta, é um grande diferencial para modificar esses padrões.

Combinar a terapia tradicional com autoconhecimento através do Cíngulo é uma ótima estratégia para se ter o melhor das duas abordagens, que são complementares.

menina celular CM

Uma das chaves do sucesso de quem faz a autoterapia é poder experimentar várias técnicas diferentes. Ao atuar em emoções, pensamentos, imagens mentais, comportamento, percepção, corpo e alma, o usuário consegue mudanças mais consistentes na estrutura da sua personalidade. Basta que algumas dessas abordagens funcionem para gerar bons resultados.

Nosso jeito de ser é o resultado do acúmulo das nossas memórias e do significado que elas têm para nós. Por isso é tão importante nos apropriarmos da nossa biografia ao tomar consciência do impacto das nossas relações afetivas, histórias, contextos e situações marcantes que vivemos. Limpar as memórias negativas ajuda muito nesse objetivo.

Uma das técnicas do processo de autoterapia, chamada PREP® (Processamento e Recodificação de Emoções e Pensamentos), promove o processamento de memórias negativas, como as que estão presentes na história pessoal de quem tem a autoestima frágil. Sabemos que é difícil de acreditar que isso seja possível, mas quem experimenta passa a acreditar na hora. Nem precisa conhecer as dezenas de artigos científicos que comprovam a sua eficácia desse tipo de técnica.

Alertamos para ter cuidado com abordagens visadas a inflar o ego prometendo transformações imediatas pelo pensamento positivo e que apelam para frases do tipo “Você é insubstituível, único, especial!” Pessoas com autoestima frágil são mais impressionáveis com esse tipo de abordagem, que raramente geram resultados consistentes.

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Para fortalecer a autoestima, recomendamos:

Compartilhe esse post com as pessoas que você quer bem e que vão se beneficiar em ser mais resilientes!

12 thoughts on “Os problemas de uma autoestima frágil

  1. Não criar expectativa demasiadamente em relação a algo que vc espera realizar ou em devidas pessoas.

    Meditar

    E acreditar que sempre será possível ressignificar nossa vida.

    • Olá Gilzelia,

      você tem toda razão em relação a esse pontos. Nossa missão é acelerar e aprofundar esse processo de ressignificação.

  2. Muito interessante, gostaria muito de fortalecer minha autoestima, lendo a matéria, concluo que ela é frágil.

    • Para isso, sugerimos se dedicar ao módulo Sensibilidade Emocional. Lá você vai passar por várias fases que vão lhe ajudar nesse processo.

  3. Achei o artigo muito relevante, e me identifiquei com vários sintomas nele contido, gostei bastante do mesmo. Assim que possível usarei as técnicas de autoterapia. Um cordial abraço.

  4. Gostei do arquivo bem completo,mas qual seria a diferença entre auto estima baixa e frágil?Seriam basicamente os mesmos sintomas?Porque eu me identifiquei com alguns tópicos da auto estima frágil,mas outros não,por exemplo eu não me sinto á vontade com elogios nem em receber e nem dar.

    • Quase todos que têm autoestima baixa tem várias características de autoestima frágil, Monique, mas muitos com a autoestima frágil não tem autoestima baixa (se sentir sem valor, não merecedor…)

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